Imprensa e Comunicação

A hora e a vez da casa-escritório

08/06/2020

A reflexão sobre o futuro tem sido um exercício diário em tempos de distanciamento social. Muita gente se pergunta sobre o que vai acontecer quando finalmente nos livrarmos das amarras impostas por esse ser invisível chamado Covid-19.
Não há respostas seguras neste momento. No entanto, uma das poucas certezas é que voltaremos com uma outra mentalidade quando o assunto é o trabalho. Aprendemos, muitas vezes às duras penas, a usar softwares de teleconferência e aprendemos a executar atividades profissionais sem a supervisão de um superior hierárquico – ou quase. Entramos definitivamente na era do trabalho remoto ou home office.

Levantamento

Um recente estudo aponta que o trabalho remoto deve crescer 30% e se tornar, rapidamente, algo recorrente para muitas empresas. A conclusão está em um estudo produzido por André Miceli, diretor executivo da Infobase e coordenador do MBA em Marketing, Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Mais do que uma simples mudança no lugar de trabalho, o home office deve trazer impactos em vários aspectos da vida das pessoas e dos setores econômicos. O modo de trabalhar e os hábitos em casa nunca mais serão os mesmos.
Para o professor da FGV, a adoção do trabalho em casa foi a principal mudança nas organizações durante a pandemia e é um caminho sem volta. Uma vez que as empresas experimentaram – ainda que de maneira forçada –, muitas não vão voltar ao modelo tradicional.
"Nosso entendimento é que, logo após a abertura, algumas empresas ainda vão precisar manter o home office por uma questão de recomendação de distanciamento social, não do isolamento como a gente vive hoje. Quando as empresas voltarem, será com áreas de refeitório fechadas, com demandas de espaço entre os funcionários que vão impedir que todos voltem ao mesmo tempo", afirma Miceli.
Um levantamento do Boston Consulting Group (BCG), em conjunto com o Bureau of Labor Statistics, dos Estados Unidos, dá uma estimativa do tamanho desse movimento. O estudo prevê que mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam trabalhando remotamente devido à pandemia da COVID-19.
A doença não foi o que gerou a tendência do teletrabalho, mas a acelerou severamente, segundo Manuel Luiz, sócio e diretor executivo do BCG. "As empresas começavam a se adaptar lentamente a isso. Mas, com o surgimento do novo coronavírus e as imposições de isolamento social, as companhias que apenas testavam o home office de forma preliminar rapidamente foram forçadas a colocar a solução em escala. O que era uma experiência passou a ser o novo normal agora", explica.

Confiança Digital

Em um momento de implantação do que deve ser o futuro do trabalho, ganha força um conceito que fala sobre as relações mediadas por um dispositivo: a confiança digital. "Enxergo dificuldade nas novas relações. Se hoje eu abordo um cliente que não me conhece e quero estabelecer uma relação com ele, mas ele não confia em mim, preciso falar quão eficiente sou trabalhando de casa", afirma o executivo do BCG.
Para ele, a chave para a criação de confiança digital é a experimentação. É preciso dar um voto de confiança para a outra parte provar que é capaz de entregar o que foi prometido. "Tem muito a ver com nos habituarmos e aceitarmos que daqui para frente será assim, e darmos o benefício da dúvida para a outra parte", completa Luiz.
Na prática, já existem possíveis caminhos sendo trilhados. A operação do banco BMG, por exemplo, está apostando na criação de confiança digital com os clientes. A previsão é que, depois da crise, apenas 40% dos colaboradores trabalhem nos escritórios. A instituição financeira pretende mostrar ao público que tem a capacidade de operar com alta performance com seus funcionários em casa.
"A gente se enquadra muito bem nessa estatística da FGV", diz Alexandre Winandy, diretor de Transformação Organizacional do BMG, lembrando do estudo que estima crescimento de 30% na adesão ao teletrabalho. "Hoje, 96% do pessoal do administrativo está trabalhando de casa. Nosso plano é voltar já com um modelo de home office."
Com o trabalho remoto, a gestão da inovação pode se tornar um desafio. Afinal, as pessoas não estão mais juntas fisicamente em ambientes de descompressão projetados para provocar a inovação. Para driblar o problema, o BMG lançou um aplicativo em que os colaboradores mandam suas sugestões para redução de custos, modernização da operação e aumento da receita da empresa.
O Idealize, como foi batizado o app, foi desenvolvido em um fim de semana e obriga o funcionário a se juntar a pelo menos duas pessoas para cadastrar uma ideia. Mais de 150 sugestões já foram registradas na plataforma.

Reflexos por todos os lados

Ter mais pessoas trabalhando de casa pode causar ainda impactos significativos na ocupação de imóveis residenciais e comerciais, na mobilidade urbana, no mercado de cibersegurança e na gestão interna das empresas.
Neste momento, as companhias estão tateando o futuro, se esforçando para entender como essa tendência vai impactar seus negócios.
A montadora FCA, por exemplo, contratou um grupo de antropólogos para compreender qual será o novo normal pós-pandemia. Já a incorporadora e construtora Cyrela corre para otimizar a experiência de compra online dos empreendimentos por entender que a demanda pelo digital é o comportamento natural dos consumidores durante o isolamento. A construtora fez, inclusive, um evento de entrega virtual de um empreendimento.
Na construtora MRV, impactos dentro e fora da empresa estão sendo estudados. "Estamos em um processo de estudo para a criação de um modelo que entendemos que será um híbrido de home office e trabalho dentro do escritório", conta Junia Galvão, diretora executiva do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) da MRV.
A construtora chegou a ter somente 15% de sua mão de obra em escritórios e observou alta produtividade, mesmo com a maioria de seus colaboradores trabalhando a distância. Junia conta que a liderança da empresa vem colocando esforços na tarefa de entender como o setor será impactado após a crise.

"Os projetos de arquitetura interna dos imóveis vão sofrer alterações. Você vai precisar ter espaço para o filho estudar e para o casal trabalhar ao mesmo tempo, de forma organizada."
Junia Galvão, da MRV

Tendência antiga

Estudos feitos antes da crise já mostravam que o home office era uma tendência mundial muito importante para empresas de vários setores.
Uma pesquisa global da consultoria de recrutamento Hays já comprovava o avanço do trabalho remoto no mundo. Em 2017, 35% das organizações permitiam que seus funcionários trabalhassem a distância. Em 2018, esse número subiu para 51%.
Em outro levantamento, com 1.121 profissionais que trabalham em pequenas e médias empresas no Brasil feito pela Convenia, startup com soluções para automatização do departamento pessoal, e a Ahgora, que oferece soluções em nuvem para gestão de pessoas e controle de acesso, 36,5% dos respondentes afirmaram que as empresas onde trabalhavam tinham política de trabalho remoto.
Outra parcela dos participantes da pesquisa – 58,8% – gostaria de atuar no formato home office e, de acordo com 47,5% deles, a empresa em que trabalhavam pretendia implementar a política de trabalho remoto. Estimar que ao menos a maioria dessas empresas implantou o home office nos últimos dois meses é, no mínimo, seguro.
Outra pesquisa da Hays, de 2019, mostrava que o trabalho à distância estava entre os cinco benefícios mais valorizados pelos colaboradores. Mais da metade, (53%) dos respondentes, citou o trabalho remoto como objeto de desejo.
Ou seja, assim como outras tendências que já integram o novo normal, a tendência do home office não foi criada pela pandemia da COVID-19, mas foi acelerada pelas políticas de isolamento social.
Com mais pessoas trabalhando de casa, o jeito como ocupamos imóveis comerciais e residenciais também mudará radicalmente. No lado corporativo, diminui a necessidade de grandes escritórios. Já os empreendimentos residenciais devem dar maior ênfase a espaços de trabalho.
Os colaboradores precisarão de um equilíbrio saudável: um bom ambiente de trabalho em casa e escritórios eficientes quando for necessário junto com seus colegas. Nesse cenário, uma tendência que se destaca por unir o residencial ao corporativo é o coworking nos condomínios.
Assim como a maioria das tendências do novo normal, a criação de espaços de trabalho coletivos em condomínios residenciais já era um movimento previsto pelo setor. Algumas empresas já testavam ou começavam a implantar a solução em seus empreendimentos. Agora, o movimento é acelerado.
Grande exemplo dessa aceleração pode ser encontrado na Tecnisa. Todos os lançamentos da construtora daqui para frente terão coworkings. A empresa identificou a oportunidade de inovar falando com os consumidores.
"O coworking passa a ser um local muito desejado, e essa é uma necessidade pós-pandemia. Nossa área comercial sinalizou que havia demanda dos clientes por isso e imediatamente disparamos pesquisas", conta Romeo Busarello, diretor de Marketing e Transformação Digital da Tecnisa.
Primeiro foi feita uma pergunta indutiva, questionando sobre a aprovação dos clientes aos espaços: 95% disseram aprovar os coworkings. Depois, em uma pergunta aberta, cerca de 30% dos entrevistados afirmaram que esses espaços deveriam estar nas áreas comuns dos condomínios.

"Entre 2005 E 2009 entregamos área de home office em vários produtos entre 70 M² E 120 M². Na época de notebooks, você não precisa mais de tanto espaço. Hoje, você precisa de um espaço compartilhado."
Romeo Busarello, da Tecnisa

A partir de outubro, os empreendimentos da Tecnisa começam a ser entregues com os espaços compartilhados. Serão construídas dez estações de trabalho a cada cem unidades de moradia. "Nunca imaginávamos que teríamos coworkings em nossos empreendimentos", afirma Busarello. Mas, em tempos de crise, muita coisa muda: "Com a pandemia, não estamos hesitando. É isso que vamos fazer, não tem mais retorno."
A MRV já testava essa solução através da Luggo, sua startup que aluga as moradias de empreendimentos construídos especificamente para isso. Agora, o que era um teste vai virar realidade. A construtora mineira já pensa em colocar coworkings nos projetos que estão sendo desenhados.
"É importante lembrar que precisamos pensar em longo prazo quando falamos da construção civil. A burocracia nos engessa um pouco. Estamos fazendo um exercício para entender como será esse novo produto, mas já sabemos que vamos precisar mudar", explica Junia Galvão.

Lares turbinados

Ainda que a ideia de trabalhar em um espaço compartilhado dentro de seu próprio condomínio deva ganhar adeptos nos próximos meses, pensar na infraestrutura dentro das casas também será importante para quem vai começar a trabalhar a distância. Um dos projetos que tem obras em andamento da Cyrela já conta com o conceito de Smart home, com tomadas altas para instalação de câmeras, infraestrutura para otimização do Wi-Fi e tomadas USB nos quartos.
"Acreditamos que muitos (dos clientes da empresa) estão pensando em pequenas reformas dentro de casa, para se adaptar à nova realidade", diz Caroline Mathias, head de Relacionamento com o Consumidor da Cyrela.
"Os projetos de arquitetura interna dos imóveis vão sofrer alterações. Você vai precisar ter espaço para o filho estudar e para o casal trabalhar ao mesmo tempo, de forma organizada. Uma coisa é ter essa prática eventualmente, outra é quando isso vira o novo normal. O home office vai mudar a distribuição interna dos imóveis", afirma Junia Galvão, da MRV.
Já a Tecnisa aposta praticamente todas as suas fichas nos espaços compartilhados. Entre 2005 e 2009, entregamos áreas de home office em vários produtos entre 70 m² e 120 m². Criávamos um layout com previsão de instalação de CPU, teclado, painel de tubo e parede com prateleira de livros. Na época de notebooks, você não precisa mais de tanto espaço. E antes você trabalhava solitariamente. Hoje, você precisa de um espaço compartilhado", justifica Romeo Busarello.

Idas e vindas

Com o isolamento social, a mobilidade urbana também se transformou. O exemplo chinês da redução em 25% na emissão de carbono mostra a influência do lockdown na maneira como as pessoas se deslocam – ou deixam de se deslocar.
Mas o que é importante para montadoras, empresas de aluguel de carros e aplicativos de transporte entender é como se dará o deslocamento das pessoas depois do fim do isolamento social.
É algo difícil de ser previsto, mas o que as empresas esperam é um aumento da procura pelos carros. Quem tem condições de não usar os sistemas públicos de transporte deve dar aos automóveis preferência em níveis ainda maiores na comparação com o patamar pré-crise. A escolha é justificada pelo medo de contrair a doença que está parando o mundo.
O Waze, analisando o comportamento de sua comunidade – formada por editores de mapas, beta-testers e usuários do Waze Carpool –, estima que a escolha pelos carros deve ser óbvia e rápida depois da pandemia.
"As pessoas sentem falta de dirigir, de sair. Assim, quando o isolamento social terminar, a expectativa é que veremos as pessoas de volta às ruas, às estradas. Ainda é provável uma maior escolha pelo carro, se considerar que a tendência é que as pessoas evitem o transporte público lotado por um tempo", analisa Flavia Rosário, head de Consumer Marketing do Waze.
Já para Breno Kamei, diretor de Portfólio, Pesquisa e Inteligência Competitiva da FCA, as mudanças que observamos agora são importantes, mas não permanentes: "Quando olhamos para esse momento em que estamos vivendo, vemos algumas fases transitórias até voltar à normalidade. O impacto já feito foi imediato. Depois, gradualmente, vamos recuperando a normalidade."
A pandemia deve gerar nos consumidores um olhar mais atento a questões de higiene. Por isso, Kamei prevê que as montadoras precisarão fazer algumas adaptações nos carros, como a adoção de filtros de ar mais robustos e outros acessórios que privilegiem a limpeza e a manutenção dos veículos.
De olho nessa nova demanda do consumidor, a Ford lançou um serviço de desinfecção de veículos da marca. A empresa está usando um desinfetante de aplicação hospitalar desenvolvido pela 3M.
"Vemos os cenários futuros com cautela, dada a dimensão do momento que estamos vivenciando. Acreditamos que o anseio pela mobilidade continuará sendo uma necessidade primária das pessoas e a estrutura urbana, em um contexto de trabalho remoto e, consequentemente, menor aglomeração, deve potencializar a capacidade das cidades em fornecer um ambiente mais saudável, pautado pela qualidade de vida", afirma Carlos Sarquis, head de RAC (Rent a Car) da Unidas.

Desafios na segurança

O mercado de cibersegurança também deverá ser afetado com mais pessoas em casa. Com menor vigilância durante o período de trabalho e colaboradores usando seus próprios dispositivos, a vulnerabilidade a ataques cibernéticos é maior.
A Kaspersky, uma das líderes globais em cibersegurança corporativa, tem refletido sobre os perigos do bring your own device, o modelo em que os funcionários de uma empresa trabalham com seus próprios dispositivos.
Roberto Rebouças, country manager da empresa no Brasil, aponta a falta de políticas para o bring your own device e a ausência de treinamento dos colaboradores como principais desafios para a segurança da informação no trabalho a distância.
Ele avalia que a maior parte das empresas depende da infraestrutura do funcionário para o trabalho remoto. Ter máquinas de fora do ambiente corporativo rodando programas das empresas com acessos privilegiados pode ser o começo de um pesadelo para as companhias.
"Não adianta nada um portão enorme preso com um enforcador de plástico. A cibersegurança funciona nessa mesma lógica: a partir do momento em que um dispositivo inseguro é ligado à rede, você já tem um problema", explica Rebouças.
A solução para este tipo de problema começa em oferecer tecnologia em nuvem, algo que ainda não é valorizado pelas empresas brasileiras, segundo o executivo.
Outra forma de fortalecer a segurança da informação é treinar os colaboradores. "Você vai dar conhecimento em segurança para seus funcionários reconhecerem situações em que é necessário ter cuidado. É um passo importante porque a pessoa não está mais em um ambiente controlado", diz.
Manuel Luiz, sócio e diretor executivo do BCG, diz perceber "investimentos significativos das empresas contra cibercriminosos" agora. A consultoria identificou um aumento de ataques que envolvem publicidade sobre dados atualizados sobre a evolução da COVID-19 e soluções que reduzem o contágio da doença.

7 Dicas do BCG para manter a segurança da informação com o trabalho remoto

• AVALIAR A ESTRUTURA DE TI PARA TRABALHO REMOTO
As empresas devem garantir que os colaboradores possuam dispositivos adequados e que as conexões às redes da empresa aconteçam por meio de redes virtuais privadas (VPNs). Algumas companhias têm enfrentado gargalos de capacidade, devido ao rápido aumento da demanda.

• PROTEGER APLICATIVOS E DISPOSITIVOS DOS COLABORADORES DURANTE O TRABALHO REMOTO
Entre as medidas adotadas para garantir a segurança cibernética das operações, o BCG aponta, por exemplo, a criptografia e instalação de firewalls nos dispositivos, a proteção do acesso aos sistemas e a verificação regular das respostas aos ataques cibernéticos.

• INCORPORAR A CIBERSEGURANÇA NOS PLANOS DE CONTINUIDADE DO NEGÓCIO
Os planos de continuidade de negócios devem incluir disposições de segurança cibernética em várias dimensões, desde o acesso em emergências ao treinamento de equipes, passando pela comunicação com os funcionários e eventual readequação de planos.

• INFORMAR AOS COLABORADORES SOBRE OS RISCOS DE SEGURANÇA GERADOS PELO TRABALHO REMOTO
Além das considerações técnicas, o treinamento em segurança cibernética e as iniciativas de conscientização são fundamentais para reduzir o risco de ataques.

• ESTABELECER PROTOCOLOS DE TRABALHO REMOTO SEGUROS
A velocidade e a escala da transição para o trabalho remoto criam vários riscos de segurança para uma organização, e o suporte técnico é a primeira linha de defesa.

• INCORPORAR A CIBERSEGURANÇA NA GESTÃO DA CRISE
Revise os planos de gestão de crises cibernéticas adaptando-os para as implicações de segurança da COVID-19.

• ATUALIZAR MEDIDAS DE SEGURANÇA E ACESSO
Profissionais que lidam com dados confidenciais são particularmente críticos, mas geralmente menos familiarizados com a tecnologia e os seus riscos. Em alguns casos, é necessário limitar acessos e reforçar a segurança para minimizar os riscos.

7 dicas para equilibrar vida pessoal e profissional no home office

Simone Ferreira da Silva Domingues, doutora e mestre em Psicologia da Educação, explica como podemos trabalhar em casa de maneira saudável:

CRIE ROTINAS
Esta é a melhor forma de equilibrar vida pessoal e profissional. Mas, para criar uma organização em casa, dependemos de outros fatores.

PENSE EM CONJUNTO
Muitas pessoas não moram sozinhas e precisam de uma reorganização geral. O primeiro passo é levantar a necessidade de todos para, juntos, estabelecer uma rotina. Isso pode ajudar na organização dos horários em casa.

TENTE MANTER O PADRÃO
Quando possível, os horários de trabalho e estudo devem ser os mesmos praticados antes do isolamento social.

SEJA FLEXÍVEL
Muitos se sentem frustrados quando estabelecem horários e não conseguem segui-los. Por isso, ser flexível entra na ordem do dia.

MEDITE
Esta é uma ferramenta útil para controlar pensamentos repetitivos que geram preocupações. A meditação reduz pensamentos ruins que nos impedem de ser criativos e resilientes.

FAÇA O QUE TE DÁ PRAZER
Pergunte a si mesmo o que fazia na vida pessoal antes da pandemia. Quando responder, lembrará de várias coisas que geram prazer e, a partir daí, pode começar a adaptar essas atividades à nova rotina, se possível.

ADAPTE-SE
Procure afastar os pensamentos que paralisam, como "não é como antes". Não é mesmo, as coisas mudaram. Viva o presente e foque o futuro. Procure se adaptar e inovar.

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