4 tendências do mercado imobiliário para 2020

Quer começar o novo ano fazendo bons negócios? Conheça as principais tendências do mercado imobiliário e saiba como investir.

19 de dezembro de 2019

Em um mundo cada vez mais acelerado, o mercado imobiliário se depara com muitas inovações e grandes mudanças na forma de habitar e negociar. Para ajudar você a acompanhar essas transformações de perto, vou apresentar 4 tendências do setor para 2020.

Depois de passar por uma grande crise econômica, o setor de construção civil retoma seu crescimento. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção — Cbic —, houve um avanço de 9,7% no número de contratos para aquisição de imóveis residenciais no primeiro trimestre de 2019. No período, foram vendidos 28,7 mil imóveis.

Com um cenário promissor, tudo indica que investir no mercado imobiliário será bastante vantajoso no próximo ano, mas é preciso se atualizar para fazer bons negócios. Vivemos uma revolução digital, a preocupação com o meio ambiente aumenta e a busca por bem-estar é maior do que nunca. Com tantas mudanças em curso, acompanhar as tendências da área é fundamental.

Quer conhecer as principais tendências do mercado imobiliário para 2020? Continue a leitura.

1. Projetos sustentáveis

Problemas ambientais têm pautado a mídia com muita frequência nos últimos anos. A preocupação com a adoção de modelos de produção mais sustentáveis está maior do que nunca, inclusive no setor imobiliário.

Não são apenas as construtoras que buscam formas de otimizar o uso de materiais e recursos, os consumidores estão cada vez mais exigentes quando o assunto é sustentabilidade. Muitas pessoas já procuram projetos residenciais que contam com equipamentos como aquecedor solar, reduzem o gasto de energia elétrica e têm sistemas como o de captação de água da chuva.

Smart Cities — também chamadas de cidades inteligentes — são um exemplo de empreendimento mais sustentável. Elas usam a tecnologia para tornar as operações urbanas mais eficientes, melhorando a qualidade de vida e garantindo o desenvolvimento econômico da cidade.

Empreendimentos mais sustentáveis, além de serem benéficos para o meio ambiente, são mais valorizados pelo público em geral. Essa tendência vem crescendo nos últimos anos, acompanhando os debates sobre o aquecimento global, e tende a se tornar ainda mais forte.

2. Espaços mais eficientes e compartilhamento

Apartamentos compactos estão se tornando cada vez mais populares. Hoje em dia, jovens e novos casais buscam, principalmente, praticidade, mobilidade e liberdade. Imóveis bem localizados, em regiões centrais e com acesso a transporte, opções de comércio e lazer, serão bastante procurados por oferecerem mais qualidade de vida para os moradores.

Leia também: Investir em imóveis compactos: por que vale a pena?

Como essas regiões são bastante procuradas, as unidades passam a ser menores, mas mais eficientes, para permitir que mais pessoas dividam o espaço. Por outro lado, os condomínios contam com mais espaços abertos, áreas compartilhadas e serviços que facilitam o dia a dia.

Prédios com academias, lavanderia, bicicletário e coworkings, como o Houx Pinheiros, oferecem mais qualidade de vida para os seus moradores. Por isso, tendem a ser ainda mais procurados.

Imagem Ilustrativa do Houx Pinheiros em São Paulo

3. Digitalização de processos

É muito comum um consumidor pesquisar várias ofertas antes de fazer uma compra. No mercado imobiliário não é diferente. Muitas pesquisas começam pelos mecanismos de busca e levam os clientes até as imobiliárias. Com a tecnologia 5G, que promete chegar em 2020, as pesquisas pelo celular ficarão ainda mais fáceis, assim como o acesso às ofertas via redes sociais ou publicidade online.

Além de beneficiar a comunicação entre vendedor e comprador, as tecnologias digitais prometem trazer muito mais possibilidades para o mercado. O blockchain, por exemplo, poderá mudar a forma como as transações acontecem no setor, tornando-as mais ágeis e seguras.

Saiba mais sobre a tecnologia lendo o artigo: Blockchain: quais são seus impactos no mercado imobiliário?

Hoje, há empresas que já usam essa tecnologia para otimizar os seus processos. A Tecnisa, por exemplo, aceita a moeda Bitcoin para o pagamento de parte do valor da entrada de imóveis.

4. Mais facilidade para fazer um financiamento

Com os incentivos do governo e a redução da Taxa Selic, a obtenção de crédito para financiamento será facilitada. Em setembro de 2019, a Selic foi reduzida de 5,5% para 5% ao ano, chegando ao seu menor percentual desde 1999. Isso significa que o cenário é favorável para investir no mercado imobiliário, obter crédito e fazer um financiamento — e a previsão é que novos cortes ainda sejam feitos.

Neste ano, o Conselho Monetário Nacional também autorizou o uso do IPCA — Índice de Preços ao Consumidor Amplo — pelos bancos para o reajuste das prestações de financiamento imobiliário. Isso significa que será possível fazer a indexação do financiamento pelo IPCA, aproveitando as variações do índice oficial de inflação. O IPCA previsto para este ano é de aproximadamente 3,8%.

Ou seja, quem antes pagava um valor fixo sobre o valor de um financiamento, que era corrigido pela Taxa Referencial (TR), agora poderá ter os juros corrigidos constantemente pela inflação, que é medida pelo IPCA. 

Use a nossa calculadora e simule o seu financiamento IPCA.Tudo indica que 2020 será um bom ano para investir no mercado imobiliário, ainda mais agora que você já conhece algumas das principais tendências do setor. Quer começar o novo ano fazendo bons negócios? Leia o artigo: 4 dicas para começar a investir em imóveis.