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Setor imobiliário puxa crescimento do emprego

O crescimento de 7% no número de empregos na construção civil brasileira é um bom resultado na avaliação do vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe. Segundo ele, o principal responsável pelo número é o setor imobiliário, que forçou o índice graças a um "crescimento significativo". Tal crescimento, de acordo com Watanabe, é devido ?ao aumento no crédito destinado à construção da casa própria e à melhoria da qualidade do financiamento, com mais linhas, alongamento nos prazos de financiamento e redução nas taxas de juros". Segundo ele, a construção civil conseguiu inverter a curva decrescente para um crescimento significativo a partir de 2004. ?Os indicadores estão acompanhando o PIB da construção?, afirmou, em entrevista à Agência Brasil. O índice foi divulgado no fim de fevereiro e resulta de levantamento feito pelo sindicato e pela Fundação Getúlio Vargas Projetos. Com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego, no setor foram criados 98,1 mil empregos com carteira assinada, dos quais 27,8 mil no estado de São Paulo. A construção brasileira empregou no ano passado 1,49 milhão de trabalhadores, 412,7 mil deles no estado. Watanabe destacou ainda que esse aumento no número de empregos também é conseqüência do investimento recorde no setor, no ano passado: segundo cálculos do Ministério das Cidades, foram investidos cerca de R$ 19,45 bilhões. O nível de emprego, de acordo com o Sinduscon-SP, registrou queda de 3,14% em 2003 e em seguida iniciou a série de crescimento: 5,3% em 2004, com 1,28 milhão de trabalhadores empregados, dos quais 352,3 mil no estado de São Paulo; e 8,3% em 2005, com 1,39 milhão de trabalhadores com registro, dos quais 389,8 mil em São Paulo.