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Crédito imobiliário cresce 100%

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança dobraram em setembro em relação ao mesmo mês de 2005. Foram R$ 779,55 milhões ou 100,61% mais. De janeiro a setembro as contratações somam R$ 6,7 bilhões, com crescimento de 104,97% se comparado ao mesmo período 2005. O número de unidades financiadas também apresentou crescimento significativo em relação a 2005: 8.793 unidades financiadas em setembro de 2006, ante 4.199 em setembro de 2005, o que representa aumento de 109,41%. No acumulado de 12 meses foram financiadas 104.448 unidades. Em setembro também foi registrado desempenho positivo na captação de recursos por intermédio das contas de poupança, com os depósitos superando os saques em R$ 1,82 bilhão, reduzindo as perdas do ano para R$ 4,61 bilhões. Esse desempenho, conjugado ao fato de que nos últimos meses do ano a captação líquida apresentou resultados favoráveis, permite estimar que em 2006, a exemplo do que ocorreu em 2005, o sistema de poupança fechará o ano com resultado positivo. Juros fixos - Se você está pensando em aproveitar a queda dos juros e as melhores condições oferecidas pelas instituições financeiras para financiar um imóvel, vale a pena observar os planos que começam a surgir como reflexo das novas medidas anunciadas pelo governo no pacote para o setor imobiliário. O programa permite aos bancos usar o dinheiro da poupança para emprestar com a taxa de juros prefixada. Anteriormente, eles recorriam ao próprio dinheiro, que é mais caro. Como os juros pagos na poupança são mais baixos, os bancos também podem cobrar menos na hora de emprestar. Para obsorver os riscos de bancar uma taxa prefixada num financiamento longo, os bancos cobravam entre 15% e 19% ao ano. Os financiamentos com TR, hoje, têm juros anuais que partem de 8% nos primeiros 36 meses, passando a 12%, nos anos seguintes. Como a TR gira em torno de 2% ao ano, atualmente, o financiamento indexado a TR ainda seria mais atrativo, sobretudo, nos primeiros três anos. Agora, nos anos seguintes, as taxas ficarão praticamente iguais, mas na prefixada você não corre o risco da inflação. Caixa - Com a medida do governo, foi fixado um limite de juros em torno de 14% a 14,5% ao ano para essas operações e os bancos começam a se adequar. Os primeiros a lançarem o novo plano foram Bradesco, Santander e HSBC. Agora a Caixa Econômica entra na briga e possui juros menores, conforme o valor do imóvel. A linha de financiamento da Caixa, sem TR, tem prestações mensais fixas com juros pré-fixados variando de 11,9% (a menor taxa de mercado) até 14,5% a.a., por 180 meses, ou 15 anos, de acordo com o valor do imóvel e com a forma de pagamento autorizada pelo mutuário - débito em conta ou desconto em folha, no caso de órgão ou empresa conveniada com a Caixa. Até o final do ano, a instituição dispõe de cerca de R$ 1 bilhão para esta nova modalidade. Para imóveis de até R$ 130 mil, os juros prefixados são de 11,9% ao ano, com débito em conta ou consignação. Já o pagamento mediante o carnê, terá juros de 12,9% ao ano. Com financiamento pela TR, o mutuário pagaria 9% ao ano, mais TR, para imóveis desse valor. Como a TR gira em torno de 2%, as taxas são muito parecidas. Nesse caso, a ausência de risco de inflação pode pender para as prestações fixas, mesmo com a possibilidade da TR cair mais no futuro. Para imóveis com valor entre R$ 130 mil e R$ 350 mi, os juros prefixados serão de 13,5% a 14,5% ao ano, conforme a escolha da modalidade de pagamento. Já para as unidades acima de R$ 350 mil, os juros anuais serão de 14% a 14,5%. A empresa financia até 80% do valor do imóvel. Sem dúvida, é a opção mais atrativa, com taxa prefixada, para imóveis mais baratos. Nos imóveis mais caros, as taxas são compatíveis com as da concorrência. Outros - No Bradesco, quem quiser comprar imóveis residenciais com valor de venda e avaliação de até R$ 350 mil pagará 13,5% fixos ao ano, para financiamentos de até 10 anos. Nos prazos entre 10 e 20 anos, os juros serão de 14% ao ano, abaixo portanto da taxa máxima permitida pelo governo. Pela regra, o financiamento prefixado deve ter, no máximo, uma taxa equivalente a 12% de juros, mais a variação da TR do trimestre anterior. Em outubro, a taxa máxima é de 14,5% ao ano. Já o Santander, que também tinha linha de financiamento prefixado, antes da regulamentação do CMN, reduziu a taxa de 16,95% ao ano para 14%, logo após o anúncio da permissão de uso dos recursos da poupança. O HSBC tem um plano com taxa de 12,68% ao ano para imóveis acima de R$ 200 mil, mais TR, que não é cobrada se o cliente pagar pontualmente as prestações. Fonte: Diário Net