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Condomínio sobe mais que inflação e aluguel em SP

O custo médio da taxa de condomínio na cidade de São Paulo subiu 0,53% no último mês de julho. A informação é da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), que calcula mensalmente o Índice Periódico de Variação e Custos Condominiais (Ipevecon). O aumento é três vezes maior do que a inflação em julho, que ficou em 0,15% - o índice IGP-M do mês, indicador mais utilizado para reajustes de aluguel. "É um cenário positivo, já que, em relação a 2009, o índice realmente se estabilizou em valores mais elevados, com variação de 8,58% nos últimos 12 meses, contra 5,79% do IGPM. Para agosto, não há previsão de aumento que cause impacto na variação do Ipevecon, demonstrando a tendência de equilíbrio", analisa Omar Anauate, diretor de condomínios da Aabic, em entrevista ao Diário do Grande ABC. Os principais motivos para o aumento foram os itens relativos ao consumo, de acordo com a associação. O uso de água, por exemplo, aumentou 3,26% em julho, enquanto que o consumo de energia elétrica subiu 3,37% no mesmo mês. Os materiais de uso comum do condomínio, como água e luz, representam 18,56% das despesas totais do condomínio. Os aumentos dos gastos com pessoal, encargos e benefícios – que juntas representam 54,07% das despesas condominiais - não foram significativas para a formação do índice. Entretanto, foram observados aumentos de 2,96% nos gastos com encargos sociais dos funcionários e de 5,42% com os benefícios.