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Compra de imóveis: recursos em alta, juros em queda

Um recorde histórico foi registrado, em março, pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança: os agentes financeiros aplicaram R$ 1,322 bilhão, montante 116% superior ao contratado em março de 2006. Os dados são de Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Segundo a entidade, também foram muito positivos os resultados referentes ao número de unidades financiadas: em março, foram financiados 16.084 imóveis, com crescimento de quase 96% comparativamente ao mesmo período de 2006. No trimestre, o total de unidades financiadas atingiu 34,7 mil, superando em 70% o número de imóveis financiados entre janeiro e março de 2006 (20.392). Além disso, outra ótima notícia foi divulgada para aqueles que estão pensando em adquirir um imóvel através de financiamento: o Bradesco anunciou a redução de sua taxa de juros na modalidade de prestação fixa, que passa a ser de 0,98% ao mês, caindo de 14% para 12,5% ao ano. Esse plano não prevê qualquer tipo de correção das mensalidades e é aplicável para financiamentos de imóveis, novos e usados, avaliados em até R$ 350 mil, enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O anúncio deve forçar para baixo as taxas das demais instituições ? segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o HSBC, por exemplo, já anunciou que deve reavaliar a taxa do crédito prefixado, de 12,68% ao ano (1% ao mês) no plano Credimóvel. Outro fator que pressiona a queda da taxa prefixada, mas deforma leve, é a recente reformulação do cálculo da Taxa Referencial (TR), indexador que reajusta os juros pós-fixados. Agora, a TR acompanha a queda da Selic, que vem caindo progressivamente e mantém o viés de baixa.