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Cheque especial? Especial para quem?

Acompanhamos de perto as últimas reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM) onde a trajetória da taxa Selic manteve a tendência de queda, ao mesmo tempo, ainda nos deparamos com taxas exorbitantes nos financiamentos direcionados à população.

Uma das modalidades de crédito mais popular o conhecido Cheque especial em pesquisa recente divulgada pela Fundação Procon de SP mostrou um percentual médio de 9,55% ao mês valor superior a 150% ao ano pela sua utilização.

Surge a pergunta que faz toda a diferença: você ainda acha que pagar um percentual de juros tão grande significa ser especial?

Quero crer que você respondeu “não” à pergunta do parágrafo anterior. Se ser especial significa sofrer esse assalto, imagina o que se faria com alguém não reconhecido como especial? Brincadeiras (sérias) à parte, o assunto merece uma boa reflexão, afinal essa linha de crédito não torna ninguém melhor ou pior do que qualquer um e a diferença se faz a partir da forma como você lida com essa situação.

Vida financeira planejada

Sempre falamos sobre a necessidade de ter uma vida financeira planejada, o que requer um mínimo de organização. Orçamento doméstico em dia, bem documentado faz muita diferença. Se essa questão é importante, não menos importante é a sua atitude com relação ao futuro e ao mundo financeiro que está em sua volta. O cheque especial não deveria entrar neste cotidiano.

Alguém com o mínimo de interesse, força de vontade e conhecimento jamais optaria por utilizar o cheque especial, afinal existem opções de crédito muito mais baratas que merecem ser consideradas. Mas isso depende, é claro, da pró-atividade de quem se preocupa e respeita o próprio dinheiro.

Muitos brasileiros agem de forma ainda mais equivocada, pois contam com o cheque especial para fechar o orçamento do mês, incorporando o valor do limite ao padrão de vida e fazendo desta prática algo comum e rotineiro. Atenção, casos assim merecem atenção e cuidados redobrados. O crédito fácil é caro e não pode ser considerado parte da renda.

Especial para os bancos, não para você!

Lembre-se que as instituições financeiras são empresas cujas receitas e faturamento vem da venda de produtos financeiros, entre eles o crédito. Nós, como consumidores, não podemos baixar a guarda e apenas consumir tudo isso. Na prática, o cheque especial acaba sendo um produto que pode levar você e sua família à ruína financeira. Sério!

Quem passa por essa situação deve imediatamente colocar a vida financeira na linha, tendo como meta o fim do endividamento e a necessidade de investir no bem-estar e futuro de todos. Chega de pagar juros estratosféricos.

Use e abuse dos artigos do Blog para definir seu padrão de vida e cortar o mal pela raiz. Se está pendurado (a) no cheque especial, busque uma forma mais barata de crédito, como empréstimo consignado ou mesmo um empréstimo pessoal (você pagará perto da metade do que paga com o cheque especial), use esse dinheiro para pagar o cheque especial e jogue pesado com o banco: peça que o limite seja reduzido ao máximo.

Seu próprio cheque especial

A partir disso, seja seletivo com a sua vida financeira e crie o seu próprio cheque especial: sustente uma reserva financeira para emergências, que será utilizada sempre que preciso, em casos especiais, mas logo recomposta para que sempre haja saldo suficiente para livrá-lo dos apuros.

Atitudes inteligentes nem sempre precisam ser complexas. Está em nossas mãos alcançar sonhos e objetivos que trarão uma vida muito mais feliz. Aqui nos preocupamos de verdade com sua vida financeira e é nosso dever lembrar que você é especial não porque usa um produto financeiro com essa nomenclatura, mas porque você luta ao nosso lado, todos os dias, para mudar a cultura financeira do nosso país. Obrigado e até a próxima.