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Condomínios devem se programar para os reajustes salariais

Todos os anos, normalmente nesta época do ano, qualquer condomínio deve arcar com o aumento nos custos despendidos com reajustes nos salários dos funcionários, negociados com os sindicato da categoria. Em São Paulo, por exemplo, a convenção coletiva mais recente estabeleceu um aumento de 6% para zeladores, porteiros e vigias, manobristas, ascensoristas, profissionais de limpeza e demais empregados do condomínio ? os novos valores (veja quadro abaixo) já estão em vigor desde o dia 1º de outubro. Como não há mágica, para que os reajustes não causem problemas orçamentários o ideal é se programar. Existem formas de assimilar o aumento de salários e encargos, incluindo o 13º salário, sem que os condôminos tenham que contribuir com grandes valores do dia para noite. Segundo Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, as ?boas? administradoras, por exemplo, iniciam a arrecadação para o dissídio e 13º no primeiro mês do ano. Os valores arrecadados são embutidos no condomínio ou entram como arrecadação extraordinária. Isso depende de cada situação e tudo é decidido em assembléia. Já o impacto percentual depende de quanto será o aumento. Neste ano, por exemplo, como o dissídio paulista foi de 6%, estima-se que o impacto no orçamento do condomínio seja em torno de 3%. Vale lembrar que a folha de pagamento e os encargos pagos consomem cerca de 50% do orçamento. ?Dá para se programar. Basta discutir e estipular um percentual, que poderá ser maior ou menor que o dissídio. Se você fizer essa previsão não terá problemas no mês do reajuste e o mesmo vale para o 13º. Se você não inicia a arrecadação antes, terá que dividir todo o valor em duas vezes, já que a primeira parcela é paga em novembro?, alerta Gebara. Outro fator que influencia no impacto do dissídio no orçamento é o tempo de trabalho dos funcionários do condomínio. Se todos estiverem trabalhando há um ano, por exemplo, o reajuste será do percentual completo; caso contrário, há um escalonamento. O mesmo vale para condomínios recém criados. O cálculo do escalonamento é simples: dividi-se o percentual concedido pela convenção coletivo por 12 e multiplica-se pelo número de meses que o condomínio existe ou pelo número de meses que o funcionário está trabalhando no local. A matéria completa foi publicada pelo site SíndicoNet, e pode ser acessada aqui. Veja os novos pisos, válidos em SP a partir de 1º de outubro: - Zelador - R$ 636,00 - Porteiro ou vigia, garagista e manobrista, cabineiro ou ascensorista - R$ 609,50 - Faxineiro e demais empregados - R$ 583,00 - O valor da cesta básica ficou em R$ 65,21 (Fonte: SíndicoNet - www.sindiconet.com.br)