A necessidade dos supérfluos
Andamos todos tão sem tempo que até os nossos prazeres são cronometrados. Ir ao supermercado para escolher o que comer no fim de semana ou programar uma jantar entre amigos numa quarta-feira qualquer são tarefas consideradas supérfluas. Sou contra! Ok. A lista dos ingredientes básicos do dia-a-dia é fundamental para a ordem e progresso de qualquer lar. Mas o que não é essencial, o não-obrigatório, o supostamente desnecessário é importante sim. A vida fica sem graça sem um pouco de aventura.Quando aplica-se a matemática em casa, aventura pode ser comprar um pote de geleia que você nunca experimentou ou provar arroz negro pela primeira vez. Que tal trocar a marca do amaciante só para ter o gostinho de um aroma novo ao abrir as portas do guarda-roupas? Mudar o cardápio do café-da-manhã pode ser excitante quanto você troca a combinação de pão + manteiga + leite + café + suco por algo tão divertido e igualmente prático de preparar quanto panquecas com bananas, mel e um punhado de nozes por cima.Um ovo quente? Pode ser acompanhado de três fatias de um pão integral incrível que leva exatos 15 minutos para ser misturado e sovado. O resto é tempo de espera para a massa crescer e assar. Já provou? Comprar um arroz para risoto e os cogumelos mais lindos do mercado já é uma boa desculpa para reunir os amigos em casa no meio da semana. Para beber, o que cada um quiser levar para a sua mesa. Fácil, não? Trocar a marca do xampu, escolher um sabonete diferente, tentar toalhas mais coloridas. São outras iniciativas certeiras para dar uma sacudida num cotidiano repetido há meses, talvez anos...
E mudar os vasos de lugar, já tentou? Muitas vezes cismamos que não levamos jeito para lidar com plantas. Quando, na verdade, o que elas precisam é de outro posicionamento. Mais luz, mais calor, menos vento. Você só vai descobrir se mudar tudo de lugar de tempos em tempos. Experimentações. Fica a dica para começar, a partir de hoje mesmo, a repensar as ações de sempre. Pode ser difícil no começo, mas logo você se acostuma e, aí, não vai querer outra vida!
