Lar

A, B, C dos nomes

ABCnomes

Gosto de analisar os nomes populares das plantas. Há de tudo um pouco: desde as espécies que são apelidadas em função da forma – rabo-de-gato (1), lanterninha-japonesa (2) – até as que fazem alusão a situações curiosas, como o cacto cadeira-de-sogra (3), ou a suculenta dedo-de-moça (4). Também me divirto com os regionalismos. O que conhecemos em São Paulo como caliandra, pode ser chamado no nordeste de mandararé, e esponjinha no sul. Quem define o nome da espécie é o biólogo que a identifica. A ele também é dada a responsabilidade de escolher um nome científico para a planta – este sim, que será único nos quatro cantos do planeta. Os nomes científicos são sempre compostos por duas palavras, a primeira, que designa o gênero, iniciada por letra maiúscula e a segunda, que indica a espécie, por minúscula. Ao folhear um livro com especificações de plantas, repare que os nomes científicos são sempre redigidos em itálico. As plantas obtidas a partir de hibridações são citadas pelo nome do gênero seguido de um X e da palavra hybrida. Na prática, você não precisa saber muito sobre nomenclaturas, mas se quiser ter um manual de sobrevivência com fotos, nomes populares e científicos, e dicas de cultivo de plantas, indico o livro Plantas ornamentais no Brasil, dos engenheiros agrônomos Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza, do Instituto Plantarum. Confesso que não vivo sem os meus dois exemplares – um que fica em casa e o outro, na redação. Aproveito para, mais uma vez, me colocar a disposição para o esclarecimento de dúvidas. Mandem à vontade para o meu e-mail [email protected] ou façam comentários aqui no blog da Tecnisa. A jornalista Thaís Lauton é autora do blog Cheiro de Mato, da revista Casa e Jardim.