IPCA 2019: entenda como funciona o financiamento imobiliário

Conheça a modalidade que aumenta as possibilidades de financiamento pois permite mais critérios de compatibilidade de renda e parcelas acessíveis.

22 de agosto de 2019

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional autorizou que os bancos utilizem o IPCA para reajustar as prestações de financiamento imobiliário e muitas pessoas ficaram confusas com essa informação. Descubra como isso pode impactar a vida de quem está prestes a comprar um imóvel.

O que é o IPCA

O IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo e é considerado o termômetro oficial de inflação do país e está atrelado a variáveis importantes da economia brasileira, como a taxa básica de juros (Selic), refletindo diretamente nos investimentos e também no financiamento imobiliário. Ele é medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi criado com o objetivo de monitorar a variação dos preços de produtos e serviços para o público final. 

IPCA no financiamento imobiliário

Atualmente, os contratos feitos pelo Sistema Financeiro da Habitação são corrigidos pela TR (Taxa Referencial). Os bancos cobram uma porcentagem de juros que varia, em média, entre 8% e 10% ao ano mais TR nas suas principais linhas de crédito imobiliário, para compra de imóveis novos ou usados. Agora, será possível fazer a indexação pelo IPCA, aproveitando as variações do índice oficial de inflação. Por exemplo, o IPCA previsto para este ano é de cerca de 3,8%.

Isso significa que, no primeiro cenário, quem se comprometia com um financiamento imobiliário pagava juros fixos sobre o valor da dívida, que era corrigida pela Taxa Referencial (TR) calculada pelo Banco Central. Com a mudança, será possível pagar juros fixos sobre a dívida que será corrigida constantemente pela inflação, medida pelo IPCA.

Dois homens sentados em frente ao notebook

Taxas e detalhes contratuais

A modalidade possui valor definido conforme a inflação mas um diferencial está na taxa de juros mais baixa que a das outras modalidades, que pode variar de 2,95% a 4,95% ao ano. Uma diferença de cerca de 50% comparada aos juros das outras modalidades. Além disso, os contratos terão prazo máximo de 360 meses e cota de financiamento de até 80% do valor do imóvel. 

Vantagens do IPCA

Podemos definir o IPCA como uma modalidade de financiamento que cabe no seu bolso,  pois a exigência de renda familiar é mais baixa do que nas modalidades tradicionais, permitindo maior compatibilidade de renda e parcelas mais acessíveis. 

Diferente das modalidades decrescentes, que apertam o orçamento de quem faz um financiamento, no IPCA o valor da parcela inicial é menor (uma queda entre 30 e 50% comparando com as opções TR). Isso evita o endividamento e também permite que o responsável pelo financiamento se prepare financeiramente de acordo com o prazo do contrato, já que a taxa de juros fixa também é mais baixa e as parcelas são reajustadas conforme valor indexado, que varia de acordo com a inflação. 

A longo prazo, fazer um financiamento com base no índice IPCA também é uma opção mais vantajosa que o aluguel. Além disso, com o valor de parcela mais baixo você pode avaliar a possibilidade de financiar um imóvel mais caro ou adiantar algumas parcelas para diminuir o prazo do financiamento. 

Casal sentado em frente ao notebook

O que muda para quem já tem um financiamento

Nada. A utilização do IPCA é uma possibilidade apenas para novos financiamentos. Os modelos indexados à TR continuam valendo tanto para contratos vigentes quanto para novos financiamentos, a diferença é que agora há mais uma opção para avaliar o que se adapta melhor ao seu orçamento na hora de financiar um imóvel. 

Portabilidade de contrato IPCA

Assim como não é possível alterar um contrato indexado à TR para IPCA, não existe portabilidade para quem deseja trocar o financiamento IPCA pela indexação TR. A portabilidade de contratos entre instituições financeiras só é permitida utilizando o mesmo indexador.

Como é medido o IPCA

O Índice traz um panorama sobre o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Vitória, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

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