Cinco coisas que você precisa saber sobre financiamento imobiliário

Quer comprar um imóvel mas não conseguiu juntar dinheiro para pagar à vista? Veja o que você precisa saber sobre compra a prazo

Está difícil guardar muito dinheiro para comprar um imóvel? O financiamento permite que pessoas nesta situação realizem o sonho da casa própria pagando a prazo. Mas você conhece todos as opções desse tipo de aquisição, suas vantagens e desvantagens? Vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o tema.

1. Novo ou usado
É possível financiar tanto imóveis novos quanto usados. Os juros cobrados e o prazo máximo de financiamento é o mesmo em ambos os casos.

2. Prazos
Não há uma regra para todos os bancos, de modo que os prazos mínimo e máximo variam de acordo com cada instituição. Além disso, o prazo oferecido irá depender de vários fatores como valor a ser financiado, sua renda e seu histórico financeiro. Em geral, o prazo máximo é de 35 anos.

3. Juros
A taxa de juros também varia de acordo com a instituição financeira. Lembrando que quanto menor o prazo, menos juros você pagará. E quanto maior o valor da entrada, menores serão os valores das parcelas ou você conseguirá negociar um prazo menor. O importante é nunca comprometer mais de 30% da sua renda mensal com o pagamento.

4. Restrições
Para ter acesso ao crédito do financiamento você não pode ter restrições financeiras, ou popularmente, nome sujo. São consideradas restrições: protestos, cheques sem fundos, dívidas vencidas, ações judiciais e participação em empresa falida. Se você pretende fazer um financiamento, você pode consultar sua situação no SPC/Serasa.

5. Tipo de financiamento
Existem 3 tipos de financiamento imobiliários praticados atualmente no Brasil:

Sistema Price: Bastante utilizado em muitos países. Este sistema teve que ser remodelado para se adaptar à realidade brasileira (alta inflação e taxas de juros) e, por isso, não é muito praticado por aqui atualmente.
Atualmente, a Tabela Price oferecida pelos bancos passou por adaptações e as parcelas não são mais fixas, mas variam conforme a inflação. O indexador pós-fixado TR (taxa referencial) é o mais utilizado para o reajuste das prestações do Sistema Price. Além disso, algumas incorporadoras tem opção de tabela direta, tendo como única opção a Tabela Price nas parcelas pós-chaves, a taxa de juros pode variar conforme regra de cada incorporadora o índice de correção geralmente é IPCA ou IGPM , depende da regra de cada incorporadora.
Este tipo de financiamento imobiliário é desvantajoso em situações nas quais a renda do devedor não é reajustada na mesma proporção de sua dívida com o banco. Nesses casos, com o passar do tempo, o valor da parcela comprometerá uma porcentagem cada vez maior de sua renda, o que pode dificultar e muito a quitação do empréstimo.

SAC: O Sistema de Amortizações Constantes, também conhecido pela sigla SAC, já explica seu funcionamento no nome. Nesse tipo de financiamento, o valor das amortizações é constante ao longo de todo o período de quitação do empréstimo. O que varia, então, são os juros cobrados. E como os juros sempre são cobrados em relação ao saldo devedor, no SAC o valor das parcelas vai diminuindo gradativamente ao longo do tempo.
Ao pagar prestações maiores logo no início do financiamento, a dívida é amortizada mais rapidamente e o juro total vai diminuindo. A grande vantagem de financiar o seu imóvel no sistema SAC é a segurança que esse tipo de empréstimo proporciona ao longo do tempo. Como as prestações mais altas são cobradas logo de início, se algum tipo de imprevisto ocorrer no futuro, as parcelas do empréstimo já estarão menores e serão mais fáceis de serem honradas.

Sacre: Por fim, o terceiro tipo de financiamento imobiliário praticado no Brasil é o Sistema de Amortização Crescente (Sacre). Esse sistema é uma mistura do Sistema Price e do SAC.
As prestações desse tipo de empréstimo são crescentes ao longo do tempo, mas somente até certo ponto, a partir do qual começam a diminuir. Assim como no Sistema Price, o reajuste das prestações do Sacre é atrelado à TR, as amortizações são crescentes ao longo dos anos e os juros, consequentemente, vão diminuindo. A vantagem quando se compara o Sacre ao Sistema Price, porém, é que, como as prestações decrescem ao longo do tempo, o risco de inadimplência diminui de maneira significativa.