Inovação
Proibição de propaganda nas ruas: Prós, mas também Contras
A partir de 1º de janeiro de 2007 está prevista a proibição do uso de mídia exterior (Outdoor, placas, cartazes, bandeiras, distribuição de folhetos) na cidade de São Paulo.
O processo de despoluição visual da cidade começou ainda na gestão de José Serra na prefeitura, quando foi proibido o uso de cavaletes no mercado imobiliário. Aquelas placas que ficavam amarradas nos postes e o setor imobiliário utilizavam para indicar com setas a localização do imóvel, permitidas aos finais de semana até então.
Como a localização de um imóvel é um fator crucial para a decisão de compra, o mercado imobiliário faz um intenso uso de propaganda nas ruas. Inclusive, os extintos cavaletes eram o principal recurso utilizado pelo mercado imobiliário para levar interessados aos stands de vendas, ação complementada com distribuição de folhetos nas esquinas e semáforos, ?homens setas? (pessoas que seguram placa e sinalizam a direção do imóvel ? substituto permitido dos cavaletes), meninas com bandeiras, outdoors e placas no local.
Sem a presença do cavalete, construtoras e imobiliárias destinaram esta verba tanto para o tradicional jornal como muitas delas ingressaram na internet, recurso até então utilizado por poucas empresas, normalmente, as maiores do mercado. Esta é uma mídia mais sofisticada e com possibilidade de segmentação, todavia, exige estrutura interna para gerenciar a presença na web com informações pertinentes no site e equipe preparada para o atendimento vindo desta mídia e, com isso, prestar um serviço adequado para obter retorno em vendas.
Agora, esta nova medida deve fortalecer ainda mais o processo de digitalização e exigir do mercado imobiliário, mais inteligência para atingir seu público, sem poluição visual e papel pelas ruas, sem atrapalhar a locomoção dos transeuntes pelas calçadas, assim como o fluxo do trânsito nos semáforos.
Contudo, por falta de estrutura e conhecimento por parte do mercado imobiliário, a internet não deverá solucionar o problema de atingir quem está em busca de imóvel, sendo que uma pessoa nesta situação, não recusa nenhum folheto nos semáforos.
Porém, apesar de prejudicar a localização de um imóvel à venda ou até impactar nas vendas do setor, o principal impacto negativo do projeto de proibição de propaganda nas ruas está no desemprego. Só na cidade de São Paulo são 6 mil empregos diretos e 20 mil indiretos atingidos nesta cadeia, que envolve os promotores nas ruas, as agências de promoção e gráficas, por exemplo.