Financiamento direto com a construtora: tudo o que você precisa saber
Como vocês já sabem, estou na fase de compra do meu primeiro apê. Depois de escolher o que mais combinava com o meu perfil, localização e renda, finalmente chegou a hora de organizar os documentos para tornar o sonho realidade. Por isso, quero dividir com vocês algumas informações interessantes que pesquisei sobre a modalidade de financiamento direto com a construtora:
É normal ter dúvidas sobre os tipos de financiamento e qual é a melhor opção na hora de fechar a compra do imóvel. Muitas pessoas acham que o financiamento é sempre atrelado a algum banco, mas é possível negociar diretamente com a construtora.
Isenção de Juros de Obra
O financiamento bancário pode ser realizado por várias instituições financeiras e o crédito é concedido após análise conjunta entre os departamentos de crédito e jurídico. As taxas variam de acordo com a política de cada banco e é importante avaliar as opções antes de fechar negócio. Uma das grandes vantagens de financiar direto com a construtora é que é possível fazer a compra do imóvel na planta e se organizar financeiramente desde o início. Além disso, a construtora não cobra juros sobre o valor financiado durante o período de construção do empreendimento, enquanto a maioria dos bancos só financia a aquisição do imóvel após o término da obra.

Condição de pagamento
Outra vantagem é a possibilidade de conquistar melhores condições de pagamento, já que as incorporadoras são mais flexíveis que os bancos com relação a taxas e valores. No entanto, deve-se levar em consideração que o prazo de financiamento costuma ser menor, entre 60 e 96 meses para a quitação da dívida. Em alguns casos, é possível negociar em 120 parcelas, mas é importante ter uma visão financeira à longo prazo e se programar mantendo as parcelas acessíveis - o desconto para o prazo menor costuma valer a pena.
Imóvel na planta
Apesar das facilidades, é importante saber que, no caso do imóvel na planta, há correção mensal de acordo com o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), desde a assinatura do contrato. Após a entrega das chaves, há a aplicação de uma taxa de juros mensal (com porcentagem variável) e valores ajustados de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).
Modalidades de financiamento
Os bancos possuem um sistema de avaliação de crédito próprios, por isso, o financiamento com a construtora exige uma garantia obrigatória como medida preventiva para redução da inadimplência e a amortização do saldo devedor, conforme previsto em contrato. No caso de amortização de dívida, é utilizado o método Price, que consiste na divisão do valor do saldo devedor em parcelas iguais, que podem variar com o tempo, devido à correção monetária.
Nessa modalidade de financiamento também é possível utilizar o Fundo de Garantia para a compra do imóvel. No entanto, o FGTS só pode ser utilizado como recurso para quitação ou amortização da dívida, o que significa que o valor não pode ser utilizado como entrada do financiamento.
Vale ressaltar que descontos muito elevados ou prazos de pagamento à perder de vista sem nenhum tipo de comprovação de renda ou garantia podem ser golpe. Verifique se outras pessoas que você conhece já fizeram negócio com a incorporadora que você está interessado, pesquise e se certifique de que é uma empresa honesta.

Com todas essas informações já é possível avaliar se essa modalidade é benéfica para você, antes de tomar uma decisão definitiva. Aqui estão alguns pontos para relembrar e analisar:
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- Credibilidade da construtora
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- Imóvel pronto ou na planta
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- Impossibilidade de utilizar o FGTS como entrada
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- Taxa de juros
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- Quantidade de parcelas
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- Valor do imóvel corrigido
Saiba mais detalhes sobre as etapas do financiamento e documentação necessária aqui.
Para mais dicas sobre a compra do seu primeiro imóvel, acesse o Guia de Compras da Tecnisa.