Os gerentes e o pessoal de recursos humanos de grandes empresas nacionais estão tendo dificuldade para atender a lei federal que determina que as companhias tenham 5% de deficientes físicos no seu quadro de funcionários. A idéia de inclusão social é boa. Mas há dois problemas. Como cumprir a lei se a empresa é do setor de construção civil ou de energia elétrica, em que as principais atividades são realizadas fora dos escritórios, o que dificulta a presença de profissionais com necessidades especiais? Como sanar a falta de qualificação dos deficientes?
Há dois anos, a diretoria de RH da CPFL Energia, que gera, distribui e comercializa energia, criou o programa CPFL Oportunidades, que recruta jovens deficientes nas comunidades. Eles trabalham 4 horas na empresa e outras 4 horas são dedicadas à conclusão do Ensino Médio. Desde então, 68 pessoas já passaram pelo programa e 32 foram contratadas.
Na Tecnisa, empresa de construção civil, de São Paulo, a alternativa foi um acordo com o sindicato para treinar por 18 meses os deficientes que podem trabalhar no setor. “Temos quatro deficientes trabalhando nas obras”, diz Denise Bueno, gerente de RH da Tecnisa.